
O padrão de uma raça é a definição das características ideais da raça, que compara todos os cães da raça.
PADRÃO F.C.I. 253 / 11.05.1998 / E
Data de publicação do padrão original válido: 24/06/1987
Fonte: Bretanha - Nota: Grupo 9 Cães de companhia. Secção 11 Molosoides talha pequena sem prova de trabalho.
APARÊNCIA GERAL
Solidamente construído. Peito bem profundo, como também as últimas costelas. O dorso é reto. Os posteriores possantes com membros bem musculados, comprovando, evidentemente, a magnífica combinação da força com agilidade.
CARACTERÍSTICAS
Pequeno, ativo, repleto de energia, rústico, dotado de uma boa dose de amor-próprio, com um ar maroto.
TEMPERAMENTO
Vivaz, alegre, corajoso, independente mas, afetuoso.
CABEÇA E CRÂNIO
Crânio ligeiramente arqueado. Visto pela frente, apresenta um contorno homogêneo. O crânio, desde as orelhas até os olhos apresenta um sutil afilamento. A distância do occipital ao stop é levemente maior do que a cana nasal. A cabeça é revestida de pelagem densa; portada de maneira a fromar um ângulo reto ou agudo em relação ao eixo do pescoço. A cabeça não deve ser portada na extensão. A cana nasal vai adelgaçando gradualmente dos olhos para a trufa. O stop é marcado; formado pelas arcadas superciliares toscas, situadas imediatamente acima dos olhos e ligeiramente de prumo com uma ligeira depressão entre os olhos. A cana nasal não é romana; não cai bruscamente sob os olhos, onde é substanciosa. Os maxilares são fortes e de igual comprimento. A trufa é preta, muito grande, e confere um perfil sem reentrâncias com o restante do focinho. A trufa não deve ficar projetada para a frente.
MAXILARES
Tão amplos entre os caninos que torna-se compatível com a expressão marota almejada. Os dentes são grandes para o porte do cão e apresentam uma articulação em tesoura, isto é, os incisivos superiores recobrem os inferiores em contato justo e são engastados ortogonalmente aos maxilares.
OLHOS
Bem separados, de tamanho médio, sem serem redondos, tão profundos quanto possível. Ligeiramente aprofundados na cabeça, vivos e inteligentes, o que, sob os supercílios rústicos conferem um olhar penetrante. Olhos claros é um defeito muito grave.
ORELHAS
Pequenas, eretas e portadas firmemente e terminam pontiagudas. Inserção moderada, nem muito afastadas, nem muito próximas. O pêlos das orelhas é curto e liso (aveludado) e não deve ser aparado. As orelhas não deverão ter qualquer franja na ponta. As orelhas redondas na ponta, longas, grandes ou grossas, como as revestidas de pelagem abundante constituem defeito grave.
PESCOÇO
De comprimento suficiente para permitir o almejado porte correto da cabeça: musculado espessando gradualmente para a base de maneira a fundir-se com os ombros bem oblíquos.
MEMBROS ANTERIORES
Os ombros são inclinados para trás. As escápulas são longas e bem amoldadas às paredes da caixa torácica. A articulação escápulo-umeral deve estar à frente e os cotovelos bem para trás para permitir o movimento bem fluente dos membros, paralelamente ao plano médio do tronco. Os membros anteriores são curtos e musculados, retos e revestidos de pelagem curta, dura e densa.
CORPO
Compacto. O dorso é reto, o lombo é largo e forte. O peito é bem profundo, as costelas bem arqueadas na metade dorsal, apresentando um aspecto um tanto plano. As costelas caudais têm uma profundidade considerável e, a distância da última costela à garupa e tão curta, que permite o livre movimento do tronco.
MEMBROS POSTERIORES
Fortes, musculados e largos, vistos de cima. Os membros são curtos, musculados e enervados. As coxas são muito musculadas e não muito afastadas. Os jarretes são angulados e bem posicionados sob o tronco de maneira a ficarem muito próximos um do outro, que o cão esteja em stay ou em movimento. Os jarretes sem angulação ou cedidos são defeitos graves.
CAUDA
De comprimento de 12,5 a 15 cm, revestida de pêlos duros, sem franjas, tão duros quanto possível, portada alta mas, sem ser empinada ou curvada sobre o dorso. A cauda longa é um defeito mas, de forma alguma poderá ser amputada.
PATAS
As anteriores são maiores que as posteriores; redondas proporcionadas ao talhe, fortes, providas de coxins espessos e revestidas por uma pelagem curta e dura. As posteriores são menores e também providas de coxins espessos. a sola dos coxins, assim como as unhas devem ser preferencialmente pretas.
MOVIMENTAÇÃO
Desembaraçada, reta para frente e fluente de todos os lados. Os anteriores trabalham corretamente direcionados para a frente desde a escápula. Nos posteriores a movimentação é fluente, possante e compacta. Joelhos e jarretes bem angulados e os jarretes trabalham sob o tronco para proporcionar a propulsão. Uma movimentação rasteira ou afetada nos posteriores, ou mesmo jarretes de vaca são defeitos graves.
PELAGEM
Dupla. O pêlo é duro de comprimento em torno de 5 cm, sem qualquer cacho. O subpêlo que se parece com o pêlo é curto, macio e fechado. A pelagem aberta é um defeito grave.
Cor: Branco.
TAMANHO
Altura, na cernelha, em torno de 28 cm.
FALTAS
Qualquer desvio, dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTA
Os machos devem apresentar dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.